dias de sol
tardes de chuva
flores coloridas
ventos sábios
crianças
crianças a correr
a brincar
a imaginar
a amar suas mães
famílias especiais
pureza e carinho
ternura e firmeza
cânticos do coração
da alma da terra
da paz das águas
dança do sonho eterno
O dia em que o menino voltou...
Não é saci
nem curupira
não tem mula sem cabeça
nem boitatá -
a lenda do meu mato adentro
é vivo mito e se chama Tainá.
nem curupira
não tem mula sem cabeça
nem boitatá -
a lenda do meu mato adentro
é vivo mito e se chama Tainá.
Floricultura
estou em mim agora
mais em mim agora
isto quer dizer
que estou menos em mim agora
menos em mim agora
porque quanto mais eu sou
menos eu estou
porque quanto mais em mim estou
menos em mim estou
porque eu em mim sou muito mais que simplesmente eu
estou mais eu agora
mais eu porque mais meus amigos
estou mais tranquilo agora
mais tranquilo porque desencabrestado
porque vagamundo pelas bicas brisas das minas gerais
o sul me chama
o sul chama todos os pássaros em mim
o sul do verão eterno me chama
meu coração está migrando
pro trópico da minha alegria
pro estio de minha arte itinerante
agora sou mais eu
porque sou mais além de mim
agora estou mais em mim
mais em mim porque pra além de mim
meus braços são os ventos abraçando a terra inteira
mais em mim agora
isto quer dizer
que estou menos em mim agora
menos em mim agora
porque quanto mais eu sou
menos eu estou
porque quanto mais em mim estou
menos em mim estou
porque eu em mim sou muito mais que simplesmente eu
estou mais eu agora
mais eu porque mais meus amigos
estou mais tranquilo agora
mais tranquilo porque desencabrestado
porque vagamundo pelas bicas brisas das minas gerais
o sul me chama
o sul chama todos os pássaros em mim
o sul do verão eterno me chama
meu coração está migrando
pro trópico da minha alegria
pro estio de minha arte itinerante
agora sou mais eu
porque sou mais além de mim
agora estou mais em mim
mais em mim porque pra além de mim
meus braços são os ventos abraçando a terra inteira
Deus é a gente sem os problemas...
se eu confessasse
minha insânia
se eu colocasse
em palavreado simplório
minha ânsia de loucura
loucura que se resolve
loucura atinada longe da multidão
se eu confessasse
meu cânhamo
meu torpor de bailarino
a vida me é sonho
de todos tipos sonhos a realizar
vendo com olhos de dragão
sorvendo juventude
bailo com as mãos
se eu confessasse
minha incompetência
cadê que roubaram minha consequência
vou fingindo assim que sei da alegria
fazendo sorrir o novo de cada dia
meu desleixo mesmo pra com o essencial
por vezes minha cilada contra mim mesmo
abocanha-me pela canela
a arapuca armadilha cósmica
agora arrasto seus guilhões
correntes que cedo aprendem a voar
a bola de ferro vira em balão de hélio
minha loucura meu compromisso
derradeiro conceito atenuante
minha missão é brasa e samba no pé
que querem de mim
a morte
a vida
a noite
o sol do grande meio dia
que tanto averiguam
todo tempo
por sob todas as peles
todos os véus e cortinas
que tanto esnifam fungam inferem
que tanto querem de mim
a noite
o sol
a vida
e a morte
que há de mim que se beba
que a noite e o sol
descansadamente bebam
que há de mim que se prove
que a própria vida
e a própria morte provem de doce
que tanto mexem remexem
escapulam de lá pracolá
essas luzes
na batalha
como vagalumes
o fio batendo
fazem lume
essas luzes
da guerra no breu
essas faíscas
relâmpagos
pocantes
silenciantes
elas iluminam
o caminho do guerreiro
e da poesia de faísca
da prosa dos relâmpagos
fará ele sua última foice
minha insânia
se eu colocasse
em palavreado simplório
minha ânsia de loucura
loucura que se resolve
loucura atinada longe da multidão
se eu confessasse
meu cânhamo
meu torpor de bailarino
a vida me é sonho
de todos tipos sonhos a realizar
vendo com olhos de dragão
sorvendo juventude
bailo com as mãos
se eu confessasse
minha incompetência
cadê que roubaram minha consequência
vou fingindo assim que sei da alegria
fazendo sorrir o novo de cada dia
meu desleixo mesmo pra com o essencial
por vezes minha cilada contra mim mesmo
abocanha-me pela canela
a arapuca armadilha cósmica
agora arrasto seus guilhões
correntes que cedo aprendem a voar
a bola de ferro vira em balão de hélio
minha loucura meu compromisso
derradeiro conceito atenuante
minha missão é brasa e samba no pé
que querem de mim
a morte
a vida
a noite
o sol do grande meio dia
que tanto averiguam
todo tempo
por sob todas as peles
todos os véus e cortinas
que tanto esnifam fungam inferem
que tanto querem de mim
a noite
o sol
a vida
e a morte
que há de mim que se beba
que a noite e o sol
descansadamente bebam
que há de mim que se prove
que a própria vida
e a própria morte provem de doce
que tanto mexem remexem
escapulam de lá pracolá
essas luzes
na batalha
como vagalumes
o fio batendo
fazem lume
essas luzes
da guerra no breu
essas faíscas
relâmpagos
pocantes
silenciantes
elas iluminam
o caminho do guerreiro
e da poesia de faísca
da prosa dos relâmpagos
fará ele sua última foice
Descaminho
Descobri
um mapa
do tesouro.
Indicações e instruções sagazes
o mapa da mina ditava severa rota
em cujo fim se via a alegria do grande xis!
Pelo xis
vendi tudo
minha casa e meus pertences.
Agora invisto tudo na terra prometida
botando fé que lá certamente estará minha glória
gastei minha fortuna pra poder me dedicar a escavar.
Descobri
um mapa
do tesouro
repleto de jóias raras
enterrado sob os segredos do mundo
o baú continha as maiores riquezas imagináveis.
Alcancei
a vitória
do xis
abandonei tudo que conquistara
pelo sonho que o divino me revelara,
quis acreditar e me veio a recompensa -
veio grande
veio imensa
pagou mil vezes a crença!
PANESPIRITUAL
vieram me deixando
deixando atrasar
deixa me deixa
ser irresponsável
só um pouquinho
estou precisando ser feliz
vieram que vieram me deixando
passar cantar fui abrindo caminho a troar
vieram que vieram
me beijando abraçando me amando
e eu fui me dando
fui dando e fui tomando
uma hora já não era mais eu
era mosaico criatura viva de retalhos
era um acolchoado gostoso
de retalhos recortados das brisas dos ventos
era mosaico colorido de pedrinhas e conchinhas
sideradas amontoadas bonitinhas fazendo poesia
já não era mais eu era uma egrégora
de abraços carinhos ternuras sinceras
era um coletivo de mantras
suingando com as nuvens altas
dançando com as flores abertas
bebendo com as raízes nas escuridões
eu vim foi pra animar os foliões
se alegrar pois já deu de reclamar
já deu de reclamar de apontar
já deu de passar a batata quente pra frente
já deu desse vacilo todo de achar mais importante o ruim
que o amor é o melhor e ele não faz preocupar não deixa exasperar
vieram que vieram me puxando pro samba
me empurrando afobado pelas salsas mais calientes
vieram que vieram me educando das artes malemolentes
afinando minhas varas me sorrindo sem economia de dentes
a loba já me lambeu
a cigarra quis me homenagear
a leoa foi caçar pra mim
se encafifou trouxe foi bagas silvestres
deixando atrasar
deixa me deixa
ser irresponsável
só um pouquinho
estou precisando ser feliz
vieram que vieram me deixando
passar cantar fui abrindo caminho a troar
vieram que vieram
me beijando abraçando me amando
e eu fui me dando
fui dando e fui tomando
uma hora já não era mais eu
era mosaico criatura viva de retalhos
era um acolchoado gostoso
de retalhos recortados das brisas dos ventos
era mosaico colorido de pedrinhas e conchinhas
sideradas amontoadas bonitinhas fazendo poesia
já não era mais eu era uma egrégora
de abraços carinhos ternuras sinceras
era um coletivo de mantras
suingando com as nuvens altas
dançando com as flores abertas
bebendo com as raízes nas escuridões
eu vim foi pra animar os foliões
se alegrar pois já deu de reclamar
já deu de reclamar de apontar
já deu de passar a batata quente pra frente
já deu desse vacilo todo de achar mais importante o ruim
que o amor é o melhor e ele não faz preocupar não deixa exasperar
vieram que vieram me puxando pro samba
me empurrando afobado pelas salsas mais calientes
vieram que vieram me educando das artes malemolentes
afinando minhas varas me sorrindo sem economia de dentes
a loba já me lambeu
a cigarra quis me homenagear
a leoa foi caçar pra mim
se encafifou trouxe foi bagas silvestres
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